Arquivo para Janeiro, 2008

E eu reclamando da vida…

Não é do meu feitio mandar links com matérias, mas não resisti a essa.

Quase 4 décadas vividas no HC

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Sangue quente

Essa semana terminei A sangue frio, do Truman Capote, e hoje a Keka me disse que tinha começado Os Eleitos, do Gay Talese. Conversávamos no chat do Gmail e não deu pra discutir sobre os livros porque eu estava de saída (fui nos Correios mandar a documentação pra receber a grana do freela - lembram daquele freela?). O negócio é que… cara, a gente devia ter lido essas coisas há muito tempo (como bem disse a Regininha)!

Não só por serem grandes exemplos do que há de melhor no new journalism, como pelos recursos estéticos e de apuração que os caras usam. São duas grandes reportagens que todo mundo deve ler, independente da profissão, mas pra jornalista é um prato cheio. Os links, os recortes, os flashbacks super bem colocados, as descrições, a apuração documental e o modo como ela foi pulverizada no decorrer do texto…

Mas… será que se eu tivesse lido o Capote quando era caloura teria aproveitado do mesmo jeito que aproveito hoje? A resposta é não. Teria lido sem prestar atenção no texto, na apuração, na edição – só teria sentido, como só sentimos quando lemos por prazer.

Claro, isso não tira o demérito de ter me formado com uma mancha no passado – a não leitura dos clássicos do jornalismo. Que saída então? Reler, reler sempre. Daqui a um ano talvez eu leia A sangue frio novamente e, se o fizer, certamente será com outros olhos. 

Tem um conto do Guimarães Rosa chamado Substância (tá no Primeiras Estórias). Eu o amo – tanto que o papel de parede do meu notebook é um trecho dele. Toda vez que fico triste ou quando me falta o que fazer (ou a vontade de fazer algo), releio Substância. E toda vez ele é um pouco diferente, mais leve, mais pesado, mais superficial, mais profundo. Mas a quem engano? O conto é sempre o mesmo; quem muda é a gente.

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Alguém aí sabe fazer tapioca?

Porque aqui em casa ninguém sabe!

Ontem eu e a minha mãe tentamos fazer e deu tudo errado. A farinha eu comprara em Pernambuco, quando eu e a Tici viajamos pro São Francisco fazer o TCC, e nunca tinha me aventurado a cozinhar sozinha – esperei pelas férias e a assistência indispensável da melhor cozinheira do mundo, minha mãe. A receita e o modo de preparo tem em um post nosso do Novo Chico.

A Tici e a tia Suzi já tinham tentado fazer e queimou. Aqui em casa deu no mesmo: queimou. Daí resolvemos untar a frigideira (o que nunca vimos ninguém fazer com tapioca) e continuou dando errado. Minha mãe ficou super intrigada e eu também. Apelei pra única saída nessas horas: Google – “como fazer tapioca”.

Achei uma receita que explicava direitinho e entendi o que estávamos fazendo de errado: a tal da massa precisa ser preparada de um dia pro outro. Não é colocar a farinha direto na frigideira! Eu e a mãe ficamos sem tapioca ontem à noite, mas deu pra sobreviver à decepção.

Não desistimos. Colocamos a farinha em repouso e vamos tentar de novo hoje à noite. (Não sei se vai dar certo de novo: a farinha ficou um negócio muito feio, meio gelatinosa, bem diferente da farinha sequinha que vira tapioca nas mãos das pernambucanas.) Alguém aí tem outra dica?

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