Arquivo para Abril, 2008

Saudade de casa

O chorinho da água entre as pedras me distraía; lentamente eu voltava para casa pensando que tinha herdado, de tia Linda, a mania de dizer versos; que as gerações vão passando e apesar da evolução, das épocas serem diferentes e das pessoas serem outras, muitos hábitos vão ficando e vão sendo transmitidos de uns para outros, sucessivamente. Tudo que temos na alma e no corpo é herdado; nada é nosso, nada é pessoal. A força do nosso caráter, a luz do nosso pensamento, os traços do nosso rosto, vêm de outros, de outras gerações que passaram e deixaram. Tanto as virtudes como os defeitos, o conceito da honra ou a leviandade de sentimentos são apenas reflexos dos antepassados. Mesmo o que criticamos nos mais velhos, certos hábitos ou certas atitudes, aquilo que hoje recriminamos ou censuramos, seguiremos mais adiante, quando tivermos mais idade; e teremos as mesmas atitudes e os mesmos costumes, talvez com as modalidades diferentes ou com outra forma, mas o fundo será o mesmo.

DUPRÉ, Maria José. O romance de Teresa Bernard. São Paulo: Saraiva, 1967. cap. XVI, p. 130-131

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O Falcão Maltês

Ai, filme velho é uma delícia, né? Me sinto muito inteligente e cult assistindo a eles, mas no fundo eu gosto mesmo. Esse aí do título é de 1941, com Humphrey Bogart, Mary Astor e Peter Lorre no elenco e direção e roteiro do John Huston. É um mega clássico, considerado um dos primeiros filmes do cinema noir. Não sou muito boa em crítica de filme, mas achei uma resenha bem legal na rede pra quem quiser se aprofundar mais. Só digo uma coisa: VEJA. Ok, ok, vou dar uma canja. Na última cena do filme, quando um policial pergunta pro Sam Spade, personagem do Bogart, de que material o tal falcão é feito, ele responde: Do mesmo material de que são feitos os sonhos. Eita, nóis… E essa é a última frase do filme, cara!

 

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Back in Black

Pra quem não sabe, o título acima é o de um disco do ACDC lançado em 1980. Nada mais indicado pra começar um post de alguém que abandonou um blog em início de carreira e resolveu reavivá-lo, certo? (Ok, vamos ver até quando eu consigo dominar minha preguiça crônica.)

Pra dar um mínimo de seqüência narrativa a essa bagaça aqui, vou no mínimo dizer que a minha cirurgia dentária pra retirar os quatro sisos foi um sucesso. Não senti dor nenhuma, antes, durante ou depois e, como plus a mais adicional, emagreci 4 kg. (Vamos ver até quando dura esse novo peso em combate eterno com minha fome crônica. Até agora, tudo dentro dos conformes.) De qualquer modo, estou de volta à ativa e com os dentinhos muito bem arrumadinhos.

Não vou escrever muito hoje – milagre! Só vim dizer que, por mais que pareça, não abandonei a Maria. O próximo post eu escrevo com coisas mais sérias/importantes/interessantes. Agora eu tô com um pouquinho de pressa porque daqui a pouco vai começar O falcão maltês no TCM e eu não quero perder por nada nesse mundo. Ai, Humphrey Bogart…

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