Arquivo para Maio, 2008

Diálogo em madrugada de deadline

KEKA:

volta lá que esse hr ainda rende bem… depois das 2h30 a boa vai secando, o estomago apertando, o enjoo chega

[boca]

CAROL:

as pernas pesam, a bunda doi, os quero-queros começam a cantar (uma das coisas q mais me inspiram fracasso na madrugada)

KEKA:

hahhahahahaahahha

os pés incham

o mundo tá nas costas e nas palpebras

CAROL:

e o cotovelo tb

fica raspando no braço da cadeira

dá vontade de colocar uma almofada embaixo de cada um

isso dá um post

amanhã, por favor ;)

KEKA:

hehhehe

falta qto?

CAROL:

ñ avancei nada

to revisando as 15 entrevistas pra ver se não to deixando escapar nada

e dividindo nos proximos topicos

quais eu uso em cada um

organização é a ordem da madrugada

KEKA:

isso que eu ia dizer: como vc é organizada!!

CAROL:

nada, guria

to me organizando agora, q o pior passou

por isso q acho q agora flui, to mais tranquila, conversando de boa e sem mto medo

fiquei até as 2 da tarde pra escrever aqueles primeiros 4 paragrafos

por isso q eu perguntei tanto da estrutura, pq eu fui meio q fazendo uma colcha de retalhos e aos poucos juntando umas coisas q pareciam combinar

KEKA:

sim, as coisas tão fazendo sentido, sim

CAROL:

uhum

e com organização… o problema é q os 7 mil caracteres q faltavam há tres horas continuam faltando

hehehe

ok

vou começar aqui

KEKA:

certo

no fim, manda tudo que leio

amanha vou acordar mais cedo

CAROL:

sim

KEKA:

por ora, precisas de algo?

CAROL:

daí uma super correção, ok?

aham

uma cadeira nova

uma bunda com mais carne pra acolchoar tb seria bom

almofadinhas pro cotovelo

um pouco de luz mental tb ajudaria

KEKA:

isso tudo é fácil… dificil é escrever, hahahaha

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Poesia, eu?

Na sexta (?) eu e Robertinha discutíamos poesia. Eu contava a ela o quanto fico admirada diante de pessoas que escrevem poemas. Que pra mim isso parece coisa de outro mundo, de gente iniciada, superdotada, iluminada por Deus, sei lá. Ela me dizia que não tem nada a ver, que um dia ela sentou pra escrever e de repente viu que tinha feito um poema. Duvidei um pouco e pensei que comigo tal coisa nunca aconteceria. Nunca mesmo. Imagina eu fazendo poesia, mesmo que por descuido? Credo…

Ontem à noite, como acontece normalmente, eu viajava antes de pegar no sono. Talvez influenciada pela conversa da Robertinha, pelos poemas que trocamos depois via orkut ou pela pessoa que dormia ao meu lado, comecei a… enfim… nem sei se… é que assim… fiz um poema. Pronto, falei. Fiz ele todinho na minha cabeça. Era madrugada alta e a poesia meio que veio vindo, chegou de mansinho e era tão fácil encadear uma frase na outra que achei tudo muito natural.

Tudo que a Regininha sempre falou sobre poesia - aquela história de “cometer um poema”, de pegar logo um papel pra escrevê-lo quando ele surge, de não deixá-lo escapar – subitamente fez sentido. Porque meu primeiro poema me assaltou. Essa é a palavra, me ASSALTOU. Me arrebatou. Não consegui parar de pensar nele até completar a última frase.

O sono, o contexto e a preguiça fizeram com que meu primeiro poema se perdesse no tempo e no espaço pra sempre. Quando tento lembrar dele agora me vêem frases dispersas, palavras perdidas, nada que faça muito sentido. Talvez ele fosse ruim, ou péssimo mesmo, mas foi o primeiro. E o primeiro a gente nunca esquece. Ou não deveria esquecer…

Só sei que era sobre um braço pesando na curva da minha barriga, uma respiração ritmada nos meus cabelos e uma perna roçando na minha.

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Os termômetros da Beira Mar não são confiáveis

Estava eu bem tranqüila no ônibus ontem, um sábado de sol, em direção ao Iguatemi pra buscar meu notebook (deu pau e o diagnóstico é que tem que trocar o HD, portanto vou levar pra Panambi pra consertar porque ainda tá na garantia), relembrando meus velhos tempos de estudante - em que eu pegava o diabo do UFSC Semidireto lotado todo santo dia – quando deparei-me com algo inusitado: a volubilidade (essa palavra existe?) dos termômetros da Beira Mar.

O primeiro que eu reparei foi aquele na frente do Beiramar Shopping. Marcava 27 graus. Pensei cá com meus botões: “nossa, tá quente, hein?”. Alguns instantes depois, deparei-me com o segundo termômetro, que marcava 31 graus! Uma diferença de 4 graus em cerca de 20 metros! E aí, qual tá certo? O primeiro, o segundo, nenhum dos dois? Não sei quem foi o Chapeleiro Louco que regulou os termômetros da Beira Mar, mas que ele tava batendo biela quando o fez, ah, tava.

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Primeira flor do ano

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Instável sim, e daí?

Já diz Regininha Carvalho que quem não tem o que dizer não deve ter blog. Mas também diz Daisi Vogel que é legal ter um diário pra escrever bobagens descenessárias a fim de manter o estilo (estilo de escrever, claro). Esse blog é como um diário pra mim, um lugar onde eu posso exercitar meu estilo livremente, sem dar satisfação pra ninguém nem ser fiel a outra realidade que não a dos meus próprios pensamentos. Portanto, pautada pela Lei do Menor Esforço – subversão do meu pecado capital predileto, o da preguiça – e pela falta de tempo, só escrevo quando dá na veneta. E hoje deu.

 

Mas já passou. Esse parágrafo foi cansatiiiivo…

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Ai, como funciona isso?!

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Re-formada

Sábado me formei. Me formei de novo, aliás. (Lembram que eu já colara grau em gabinete, um pouco antes do Natal? Pois é, agora foi a vez da cerimônia, com toda pompa e circunstância.) Deixou um gostinho de frustração na boca: perdi dois terços do dia e da paciência no salão fazendo cabelo e maquiagem; a cerimônia de colação não foi metade do que podia ter sido (em grande parte por causa dos discursos, fraquíssimos – memoráveis só o do Felipe, que tava show de bola, e o do Ângelo, bom também); quase não consegui comer ou me divertir na janta (mas deu pra começar a beber ;D); e quase não aproveitei o baile com meus amigos da faculdade ou meus amigos de Panambi que tinham feito 700 km só pra me ver (na verdade eu não sei o que fiz nesse baile, porque quando vi ele tinha acabado, todo mundo tava indo embora e eu tava lesada).

Ainda assim deu pra curtir. Minha memória de peixe já começou a agir, misturada com a tequila e a cerveja, e eu pouco me lembro do que disse ou fiz na colação, janta ou baile, mas algumas coisas não sairão da minha memória tão cedo. Uma delas foi a hora em que jogamos o capelo pra cima depois do fim da cerimônia. Eu fiquei com medo de atirar ele muito alto (passei a colação inteira tentando ajeitar aquele diabo na cabeça, não parava quieto!) e nem vi pra onde foi porque logo baixei a cabeça, só sei que na hora que os capelos caíram de volta, um deles acertou em cheio a minha cabeça. Estava eu ali, um momento único na minha vida e sem tê-lo aproveitado da maneira certa: atirei o capelo com pouca força, nem vi pra onde ele foi e ainda fui atingida por outro. Tomara que não seja um simbolismo do meu futuro (né, Keka?)…

Portanto, conselho do dia: quando for tua vez, atira o capelo beeeeeeem alto e com bastante força. Talvez tu quebres alguma coisa, mas ao menos não vais te arrepender por algum estúpido excesso de bom comportamento.

 

(Nota de rodapé: caso sejas uma topeira e ainda não tenhas entendido o que é capelo, eu explico: é o chapéu que a gente usa com a beca, aquele redondinho, com uma parte chata e quadrada em cima e uma cordinha obscena balançando na lateral.)

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