“enfim, pra mim o fato de sofrer mede bem meu nivel de gostar gostar da pessoa
ja dizia uma bela letra do pato fu
‘porque sei calcular o valor de um amor que desponta
eu meço pelo tamanho da dor que no final
eu sei que vai sobrar’”
Ando numa fase bem punk aqui. Muito trabalho – tô com três pautas agora e mais quatro engatilhadas pra quando terminar essas – e muitas coisas enroladas. Não me sobra tempo pra olhar o sol lá fora, quanto mais pra escrever algo que não sejam perguntas para entrevistados. Mas resolvi quebrar o jejum e mandar um link que achei hoje na página principal do Estadão (mais um, aliás - pra quem não costuma mandar links, dois seguidos são um recorde). É um post do Daniel Piza, um cara de cujos comentários eu gosto bastante, falando sobre Guimarães Rosa, um dos meus escritores prediletos (como já falei aqui outra vez, quando comentei do meu conto predileto dele, Substância). Enjoy it.
O Velhinho – vulgo Leandro Uchôas – mandou esse link pro grupo de e-mails do curso e eu o coloco aqui pra quem quiser ler. É comprido, mas ajuda a entender o cenário todo.
Que eu estou apta pra trabalhar no jornal com a maior tiragem do País. Não que eu tenha muita esperança de alcançar isso, mas embarco amanhã de manhã (ou nessa madrugada, depende do ponto de vista), às 6h15 pra São Paulo, onde farei no domingo a prova do trainee da Folha. Reza a lenda que é a prova de trainee mais difícil de todas – e como todas são a Folha e o Estadão, então sim, realmente é.
O horário infame se deve à nada infame promoção da Gol. O problema é que a desgraça não pára por aí: além de sair daqui às 6h15, chegarei em Curitiba lá pelas 7h, onde meu próximo avião parte só às 11h! Bom, ao menos vou ter tempo pra estudar um pouco… Volto no domingo à noite, dessa vez num vôo direto.
Até tinha pensado em ficar mais uns dias em São Paulo curtindo minhas pessoas queridas e saudosas que lá estão, mas o frila que faço agora me impede de passar uma semana longe. Na verdade eu podia já tê-lo terminado e daí ficar uma semana longe, mas vocês sabem como a pessoa que vos escreve é enrolada e deixa tudo pra última hora.
De forma que, se me dão licença, vou-me embora dessa ilha amanhã cedinho e volto no domingo à noite. Ciao, amici.
BONAPARTE/Who took the pill? – Rock de vanguarda vindo de Berlim (existe cidade melhor para isso?). O clipe – da faixa que está em Too Much, álbum de estréia da banda – foi dirigido pelo próprio vocalista. O Bonaparte tem muitos – muitos – vídeos em seu canal oficial no YouTube. E eles não são feitos só na Alemanha, mas também em lugares remotos da África. Alguns foram produzidos pela Brazilian Mummies, uma dupla de cineastas brasileiros.